Palavras para descrever o amor para alguém

É normal as pessoas não terem palavras para conseguir declarar o amor, pois ele é simplesmente indescritível! Se você sente que as palavras não chegam para descrever o que sente pela sua cara-metade, diga isso a ela. Ela vai gostar de saber disso e não irá mais confundir seu silêncio com indiferença. 10. É mesmo amor! Abaixo está uma longa lista de palavras para descrever a aparência física, personalidade, comportamento e, assim Alguém Suite. (Por favor, note que, embora que foram palavras classificadas em sua própria adjetivos positivos certa compreensão positiva e negativamente Ser negativo diferem OU maio. Não encontro palavras para descrever o tamanho do meu amor por você. Já pesquisei no dicionário e até enriqueci meu vocabulário, mas não consigo falar tudo que sinto. Acho que este amor é indescritível! Você é o homem da minha vida e o namorado que toda mulher sonha ter na vida. E por isso tenho sorte; sorte por receber seu carinho. Foi lendo uma matéria feita pelo site Thought Catalog, que pediu a definição do que é o amor para mais de 50 pessoas em apenas 5 palavras, que resolvi usar o mesmo artifício pedindo aos integrantes do nosso grupo de Facebook para exercitar o ato de descrever o sentimento pleno humano neste curto período. Ter um amor, ou esta apaixonado por alguém é tão complicado descrever, o coração sabe de tudo,mas ele não é sábio o suficiente para transcrever com palavras, afinal ele foi feito pra sentir, a boca pra falar, o corpo pra sentir,mas se a boca fala do que o coração ta cheio como será possível então descrever o que se passa dentro dele?! 9/jun/2020 - Explore a pasta 'Palavras de amor para namorada' de Michael Gasparino no Pinterest. Veja mais ideias sobre Palavras de amor para namorada, Palavras de amor, Palavras. O vocabulário do amor: as 20 palavras-chave para uma relação perfeita A Zankyou preparou uma lista de 20 palavras sempre tão associadas ao amor.

Senta que la vem história

2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.08.18 20:41 KimiTanoshimu As Aventuras Desaventuradas de Pêra (#3)

Era uma vez, em tempos tão longínquos como o local em que esta história se passa, uma bela princesa, a jovem Pêra. Delicada como uma árvore nos seus primeiros anos de vida e doce como o fruto amadurecido que um dia dela cairá, Pêra passara grande parte de sua vida numa torre. Fazia-lo por opção própria.- É para criar tentação - alegava, usando uma história para crianças como justificação para seu pai.Este, extremamente cético quantos aos métodos de sua filha, até chegou a ameaçar de espingarda um ou dois pretendentes, mas admitira que a altura chegara e ela deveria arranjar um marido.Metros e metros, hectares e hectares, semeados de homens, cobertos de cavalos, carroças e joalheria. Depois de inúmeras horas, provavelmente até dias, a escolher a pente fino, a verificar passados e qualificações, três candidatos foram escolhidos e submetidos à pior das provas, mostrar à princesa o porquê de deverem ser escolhidos.
Entrou pois o primeiro, João Abreu:- Soys princesa ou soys anjo? Que tal língua que tanjo, Não te consegue descrever De tal beleza que estoy a ver.
Nos teus braços desejo voar Por João Abreu me poderás tratar Mas que serve uma apresentação Se não me for oferecida a tua mão?
(Pêra corou brevemente)
- Encantada estou com sua presença Com tal língua de habilidade imensa Acredito que não me tenha de apresentar Mas sou Pêra, parastes aqui para casar?
Movido pela reação da dama, convencidodisse:
- Pois então, pois venho! Uma grande população reino E se vós quereis o melhor que há Não procureis mais, à sua frente o está.
Ao sentir a presunção do dito João, Pêra, acertiva respondeu:
- Com a língua tem tu cuidado Não és mais que um mísero delegado E tal como na realeza, na poesia Desgosta-se o uso abusivo de ironia.
Envergonhado e acorbadado, fugiu com a espada entre as pernas, o mal sucedido delegado.
Surgiu assim o segundo, Manel Ferreira:- Oh Princesa dos meus olhosOh Rainha do meu coraçãoOh minha pura tentaçãoOh Alegria aos molhos.
Em ti confio mi vidaEm ti e só em tiEm ti um amor ardente vi.Em ti vejo uma boa vida vivida
(Pêra, encantada, reveu o perfil do jovem promissor. Só para se atormentar com o rank do pobre coitado no Lol...)- Oh pobre mocim'...Oh pobre mancebo cansadoOh pobre és e desesperadoOh pobre, então faremos assim:
- Eu com urgência necessitoEu não tenho defesa ou seguroEu tenho má fé e medo do escuroEu procuro um pequeno guardazito.
Sem perguntas que trouxessem má fado, sacou de um capacete e pôs-se logo a postos.
Chegara, por fim, o terceiro, O Mestre, ahm... Mário Ramos.- Oh que bela em pessoa soys!Ao natural, sem ilusõesMesmo encanto e tentações,E vaidade não falta pois.Neste mundo em que somos peõesVivamos não como um mas como doisE que esta rima isso simbolizeE sua magnificência caracterize.
Minha jovem dama dos céusCom honra e sem desleixoMinha benção deixoAos deuses meusE nem que se sacrifique gueixoMas que soltem os meus escarcéusPois nunca me senti tan desejadoE em tua grandiosidade estou atado.
Manel, agora guarda real feito, conjugado pela própria palavra real e tendo assim prometido manter a rainha a salvo, de forma a honrar tal palavra, ou pelo menos achando que assim o fazia, disse:- Para que vindes cavaleiro sovina?Para armar a esperteza?Para tentar alcançar a realeza?Para passar a perna a menina?
Acredites que vejo o sal na águaAcredites que vejo o vinho no pãoAcredites que não te vejo um único tostãoAcredites que te vejo a lhe criar mágoa.
De forma a seguir o direto, mas correto discurso do crente Guarda, disse assim a princesa:- Para que vindes então Cavaleiro?
Espantado por o que achara outrora um espantalho ter ditado uns belos versos, Mário rapidamente respondeu:
- Pois, bem, ahm, público difícil?Venho aqui um engenho meu demonstrarMas primeiro tenho que me certificarQue o guarda aplaudo, mesmo peridócil!Acredito que minha obra venha para ficarE substituir papel, pombo e estêncil,Este promove a comunicaçãoE WhatsApp é o nome que lhe dão.
Vendo a futura rainha com traços de curiosidade, Mário finalizou em estilo:
- A partir desta maquinetaPremir botão aqui,Botão ali,Mensagem para o pai, o filho e a netaFácil para todos, até para um lóquiSem discriminação, de gênero ou pernetaExperimente princesa, cortesia minha(É que para falar mais ninguém eu tinha).
A Princesa encantada, aventurou-se com a traquitana durante horas e horas e ao ver que o jovem inventor ainda se encontrava lá, à espera da sua reação, decidiu agradecer-lhe com um beijo, por lhe oferecer tal presente dos Deuses.Mário pifou. Como se diz em tempos mais futuros, mario.exe stopped working. Mário, que antes se apresentava apenas com intenções artísticas e económicas perante a princesa, viu um universo à sua frente e sempre que ficava sem ar, (ou pelo menos imaginava-se porque teorizara que no espaço não haveria ar), respirava o momento daquele beijo na sua agora rosada bochecha.Numa voz envergonhada e hipnotizada, disse:
- Pode ficar com o produto é uma oferta da casa princesaa aaa aE depois de alguns segundos, despediu-se e partiu, um tomatinho feliz a caminhar sobre o pôr do sol.
-Que farei eu agora meu guarda fiel? Nenhum dos 3 pretendentes foi escolhido... Bem não é tempo para mágoa, amanhã voltamos à seleção! - disse a princesa.
Enquanto isso, Mário voltava para a sua cidade Natal mais rápido que com qualquer cavalo devido a uma das suas mais recentes invenções, botas 'a jato'. Eram na realidade alimentados por uma fonte renovável de...- Finalmente cheguei! Não sabem o que me aconteceu! - disse o inventor.
Após chegar ao destino, tinha parado em casa de uns dos seus melhores mates, Lori e Manchester Kibizan.
- Estava a apresentar aquele meu produto à princesa, o que vos agradou também e ela não só amou como me deu um beijo como forma de agradecimento. Eu, eu acho que há mais que se diga da coisa, depois de amanhã vou ter com ela com outra invenção para continuar o namorisco, agora tenho que ir trabalhar nela mesmo, durmam bemmm!
E assim se despediu. Vendo esta reação e história tão estranha e súbita, Lori disse:
- Ele é bom rapaz.Ambos levantaram os ombros em concordância e continuaram o que estavam a fazer.
No dia seguinte ambos partiram cedinho na demanda para ir ter com a princesa. Chegaram bem mais rápido que o que seria necessário com as botas a jato personalizadas que Mário lhes fizera, que já agora utilizam um material...
- Eeeeeeish - disse Manchester. º
A fila que viam à sua frente de homens e de até várias mulheres, era humanamente impossível, bem em teoria, porque ali estavam. Não estavam interessados na princesa em específico, por isso foram sorrateiramente se aproximando da sua torre. Quando chegaram lá viram a princesa. Parecia cansada e irritada, mas para que é que estava esta gente toda aqui? Eventualmente, a princesa viu-os e avisou Manel para fazer a chamada para o lanche da manhã. A fila rapidamente desfez-se e várias pessoas reuniram-se em tendas ou acampamentos, mantendo civilizadamente a ordem.
- A que devo a vossa presença? - disse a princesa à dupla com quem mantia amizade há vários anos.- Ouvimos falar das tuas triquinices com uma pessoa especial - disse Manchester.- Gostávamos de saber mais - disse Lori, soltando um riso maroto.Confusa, Pêra respondeu?
- Triquinices? De que falam? Na realidade estou com falta de alguém para com quem as fa...
E interrompeu-lhe Lori para perguntar: - Pois, para que é esta fila toda?
Lori, percebendo a confusão da situação na cara da princesa e de Manchester decidiu contar o sucedido à princesa que lhe fez o mesmo.O resto é história, quando Mário soube o sucedido, de ambos os lados, já tinha sido rejeitado pela princesa, quase desprezado por tal difamação da princesa. E após dias de viagem a tentar buscar sabedoria com uma das melhores amigas da princesa, Rainha Vera, acabou ainda mais desolado, pois os conselhos desta tinham sido desistir da situação, para o seu próprio bem.Assim acaba a história, com Mário deitado debaixo duma árvore, a olhar para o sol. Sem emoção, sem pensamento, apenas com uma dor no coração. Não sabia ele que essa dor o motivaria para outras variadíssimas aventuras, milhares na realidade, até ser conhecido como o grande herói de toda a Terra. Mas isso é outra história.Por fim, sabe-se que Lori e Manchester se separaram de Mário, não por se terem zangado, mas apenas puro destino. Mantiveram, no entanto, contacto. Manel até hoje ainda guarda Pereira, mesmo já não se encontrando em sua torre. Após ter encontrado um plebeu cujo nome apenas tem duas letras, Pêra aventurou-se pelo mundo antes de ter de assumir o seu papel como rainha. Felizmente, acabou por encontrar um homem da selva que lhe preencheu o coração e a satisfez de uma vez por todas.Mário continuou sua jornada, com o coração partido e completamente destroçado, mas sem nunca desistir.
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2020.06.19 05:10 astronauta04 "Para dona dos olhos cor de amendoas que me roubam as palavras"

"[...] me falem da pessoa que você gosta" ¹

Uma mulher dona de olhos cor de amendoas negras que me roubam as palavras. Seu jeito é puro, inocente e absolutamente sincero. Suas expressões faciais e falas são expontâneas, sem filtro. Sua voz me acalma e me atrai, não é aguda demais, está entre uma contralto e uma mezzo soprano. É única. Sua pele é parda clara, possui algumas sardinhas (imperceptíveis de longe) no nariz e um o sorriso mais belo e ingênuo que já vi. Seus cabelos são lindos, pretos como a noite, macios como algodão, levemente ondulados ( comprimento na altura dos ombros) e possuem o melhor cheiro que já senti até agora. Ah, como eu adorava segurar e acariciar seus belos, e brilhosos, cabelos macios enquanto sentia seu cheiro². Ela possui uma tatuagem, não muito grande, no braço direito (da qual se arrepende de ter feito), e uma leve cicatriz acima da sobrancelha direita. A propósito, suas sobrancelhas são bem finas, eu gosto. Suas orelhas são lindas e bem pequenas (eu brincava chamando de "mini-orelhas") e possuem um minúsculo piercing na direita. Se veste de modo simples: tênis, calça jeans e blusas; e nunca a vi de maquiagem. Ela tem gosto restritos. Adora Poesia/poemas (e gostava de ler para mim, ah como era bom), teologia e história. Só me beijava na mesma posição, com a minha cabeça inclinada sempre para o mesmo lado, qualquer tentativa de mudar o ângulo lhe gerava uma expressão confusa (e meiga) seguido de um pedido para que eu voltasse para a posição "padrão". Hahah, nunca entendi o porquê. Provavelmente nunca descobrirei. Ela já sofreu muito no passado, se abriu comigo e contou muito sobre a sua vida, seus traumas e medos; e relatou que acabava sempre se "auto-sabotando" quando encontrava alguém que gostava de fato. Tem dificuldades em falar sobre emoções e "congelava" sempre quando nos aproximávamos pela primeira vez no dia. Era preciso todo um quebra-gelo para nos abraçarmos e nos beijarmos sempre, e eu nunca reclamei, achava romântico. Sempre brinquei que a situação parecia com aquele filme "sessão da tarde" com o Adam Sandler e a Drew Barrymore "Como se fosse a Primeira Vez", ela pensava o mesmo. Não entendia sarcasmo, ironia, algumas hipérboles, e isso nunca foi problema para mim. Sempre me atentava para poder explicar minhas frases de efeito caretas antes que causasse alguma confusão mental nela. É curioso como as minhas lembranças dela ainda me arrancam sorrisos e despertam lágrimas. Ela me enchia dos mais belos elogios, disse que me amava. Engraçado como um "simples" 'eu te amo', expontâneo , lhe faz se sentir o homem mais feliz do planeta. As vezes parece que foi ontem. Após isso, minha vida mudou completamente. O mundo tinha mais cor, me sintia vivo, pleno. Em paz. Acho que esse é o sentimento: me sentia completo. É difícil descrever em palavras. Eu também me abri com ela e disse o quanto ela era especial para mim, o quanto eu a amava. Após isso, ela começou a se afastar cada vez mais. Acabei terminando com ela 4 vezes durante um ano. Toda vez que pedi apenas um posicionamento objetivo para saber se ela queria o mesmo do que eu, ela fugia e não falava diretamente. Toda vez que eu terminava ela me procurava semanas depois se dizendo arrependida e dizendo que sentia idiota por ter "deixado o homem perfeito ir embora". Mas ela também me disse que "apena$ amor não é $uficiente", que já sofreu muito financeiramente no passado e não quer isso para si novamente. Nunca falou claramente se era somente isso, mas mandava indiretas e me falou mais coisas muito desagradáveis. As vezes acho que um soco em meu estômago teria doído menos. Mas a vida tem dessas. Todavia, admiro a sinceridade. Não guardo rancor, apenas fico triste por não ter dado certo. Realmente me esforcei para entendê-la e fazer dar certo. Artigos e mais artigos científicos, livros e vídeos assistidos. Há algumas coisas que não dependem apenas de nós, é necessário perceber isso. A vida é feita de escolhas. Fico de consciência tranquila por ter oferecido o meu melhor. A dúvida que fica é se vou sentir tudo isso de novo por outro alguém. Mesmo após meses do término, em momentos inesperados lembro-me dela. Pequenos gatilhos acionam memórias e por vezes me pego com um sorriso bobo na cara, sendo o mesmo interrompido por um semblante triste percebendo que não será possível resgatar aquilo mais. Dizem que só o tempo cura, seria bom se viéssemos com manual de instruções para saber quanto exatamente. É foda pois as frustrações vão nos "calejando" e nos colocando no terrível dilema:
Ousar se jogar de cabeça, se expondo totalmente, com alto perigo de se machucar, enquanto contempla o mais belo cenário por quanto durar o mergulho; ou se armar de uma grossa camada de equipamentos e descer apenas meia profundidade por medo de se expor demais a experiência?
Melhor eu ir dormir, já lancei devaneios demais e hoje foi difícil. ³ Boa noite.

¹ Eu de certo modo queria fazer um post a respeito a um tempo, mas sempre acabava desitindo por N fatores. As vezes sinto que já falei demais a respeito (inclusive em terapia), mas enfim. Um post feito aqui no desabafos acabou me instigando a respondê-lo ( era "me falem da pessoa que voce gosta") e quando vi tinha escrito tanto que havia virado um post em si praticamente. Então, pensei: porque não?
² Mulheres, não gastem tempo/dinheiro com perfumes caríssimos, usem só xampu. Xampu é afrodisíaco.
³ Cyperpunk 2077 adiado de novo. Estou quase acreditando que o meme de que "será lançado em dois mil e setenta e sete" é real. Só um alívio cômico mesmo. Abraço galerinha insone, e durmam bem .
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2020.04.10 00:44 CabacinhoBreaker Conto: Carta Para Zeca

Quanto tempo leva para uma reflexão tomar forma dentro do circuito do pensamento emotivo? Emoção é a reação do que afeta direta ou indiretamente o nosso campo de sensores que são vastos, digo isso para todos aqueles que creem no invisível e que salta aos olhos como uma silhueta na escuridão. Está tão perto e tão latente mas, qual a medida para entender tudo isso? A razão é a balança dos aflitos que velejam numa nau à pique.
Zeca observava o mundo de longe certo de que estava antes daquela vírgula da existência, essa que faz refletir, protegido no receptáculo de sua antena parabólica ficava estático ele mesmo, assistia a novela de Rebeca sua vizinha, nascida de dias e com uma mãe desastrada. Batia de lá e de cá seu corpo mas nunca deixando a recém nascida amassar nas portas, embora parecesse que o pai quisesse. Zeca já tinha testemunhado o pai, grande e corpulento, de olhos fundos e nariz perfurante, olhando para a mãe, passava para Rebeca, e parecendo um surto de arrependimento da existência da menina, fechava a porta na cara da mãe. Ela não prestava, e parecia um vegetal, ele era quem dava energia para uma casa toda com seus dedos que pegavam o que queria na sua geladeira fedida; seus pés descalços que descarregavam toda uma tensão da casa, o que Zeca achava engraçado, se pudesse passar a navalha nesse calcanhar invisível da mágoa ele desjuntaria o pé inteiro.
De conversa com ela uma vez Zeca insistiu no motivo de ela estar onde estava, a mãe olhava a menina com uns olhinhos de jabuticaba que dava brilho no canto, daí olhava para o chão e virava o olho para dentro buscando uma saída do que ele não podia evitar, daí lançava a mão parecendo que ia descolar do corpo, mole de lado, dizendo que quem sustentava a casa era ele e Rebeca era uma inspiração de vida! Desse jeito mesmo que saía, ela botava tanta convicção que as palavras vibravam quando saiam de sua boca, a última até parecia uma moeda que estava debaixo da língua e escapou sem querer. Olhei nos olhos dela, rasos.
Agora Zeca insiste em tomar uma dose de verdade todo dia, recolher todas essas moedas que caem dos olhos e das bocas de seus amigos, juntando tudo um dia talvez ele compre a tão sonhada liberdade que ele persegue de dentro de seu barquinho.
“Mandai a faísca de um raio pra me iluminar
Segura pedra na pedreira não deixa rolar
Xangô, Kaô meu pai
Seus filhos bambeiam mas não caem”
Zeca
Carta Para Zeca
Olá meu querido amigo, como você está? Espero que bem.
Eu estava mexendo nuns papéis antigos e reli uma crônica que você me fez 3 anos atrás, lembrei tanto de você esses tempos que resolvi escrever.
Hoje é dia 24 de dezembro e está um calor danado aqui em São Bernardo, me mudei para o Silvina depois de uns dois meses que a Rebeca nasceu e foi uma das melhores coisas que fiz; a casa é bem maior, porém fica bem perto do ponto de ônibus lá na ponta do morro.
Por falar em Rebeca ela não para mais. Anda de um lado pro outro Zeca como se fosse a rainha da casa, pega as panelas e bate tudo no chão. Devaldo nem liga mais depois de comprar a quinta, e eu não faço questão também, ela precisa de brinquedos e eu me viro como posso sabe?
Falando nele, sua crônica foi importantíssima para mim Zeca, você sempre me estimulou a escrever e só fiz isso agora, depois de anos, porque me sinto muito mais segura e motivada. Ainda lembro de cada palavra sua. É claro que é meio desconcertante também, você escreve tão bem e eu não sabia nem articular o que se passava dentro de mim, agora vou te falar, da melhor forma que eu encontrar.
Devaldo parecia que tinha desistido de tudo, aquele jeito turrão e mandão dele de ser passou depois do primeiro ano da nossa filha, eu agradeci muito à Deus, mas ainda faltava alguma coisa sabe? Ele parecia fantasma dentro de casa Zeca, a gente não tinha brigado nem nada e ele me procurava bem pouco para fazer amor, dizia que a rotina do serviço estava acabando com ele mas eu não precisava me preocupar com nada, que focasse na pequena pra ela não ficar que nem as “meninas do pé do morro”. Elas gostam muito de transar Zeca, e com qualquer um que passe no pé do morro, qualquer um; eu já vi elas no mato e não vou nem dizer como porque quero esquecer.
Depois de ver aquilo dei razão pro meu marido, e mesmo ele me tratando um pouco melhor ainda não era o meu ideal, ele foi meu primeiro homem e eu esperava tanto dele, mas seus problemas sempre futucavam nosso lazer; fim de semana tinha um extra no serviço que era imperdível, mais seis horas longe de sua família, o que virou rotina depois de um tempo fazendo isso; pegou confiança e virou o ponta firme na firma que não faltava em nada.
Quanta decpção. Quando Rebeca fez um ano que desastrou tudo, ainda bem que tenho meus amigos lá do morro pra me dar assistência e fumar um né? Quem tem filho fuma também, não me julgue.
Eu acostumei não ter mais a presença dele em casa aos poucos, Rebeca sempre foi bem quieta e não me tomava muito tempo para o cuidado, mas isso porque amo essa menina e nunca me deixou nervosa. O fato é que comecei a me sentir bem sozinha, e carente sabe? Sem nenhum contato. Eu procurava Devaldo e ele nem aí pra mim, até que um dia aconteceu um troço inesperado Zeca, eu tinha mensagens de um crush do ônibus que queria porque queria me conhecer.
Não me julgue por falar o que vou falar. O nome dele era Jonas e disse que queria me conhecer, eu falei que pessoalmente não, mas a conversa foi rolando, eu disse da minha filha e ele me mostrou a dele, uma mulher já de dezesseis anos toda formada, o cara era “velho” e eu tinha vinte. Claro, não mencionei Devaldo pra ele.
Ele me dava toda a assistência que eu estava querendo, perguntava como foi meu dia, me ouvia, e a gente conversava sobre tudo Zeca, só achei uma coisa estranha. A primeira vez que ele me ligou achei super esquisito, sabe aqueles homens que tem a voz bem fina? Era a dele, mas chegava a parecer uma garota em certos momentos. Achei estranho mas foi só impressão.
Jonas não me faltava em nada, ele me fazia sentir como se fosse uma menininha de novo, ás vezes eu até esquecia que tinha um marido em casa Zeca, cheguei até a olhar pro Devaldo pensando nele, nas fotos que me mandava… sinto vergonha disso mas é a verdade. Mas também nunca fui tão fundo assim com ele, por mais que fosse gostoso eu não conhecia ele de fato e não ficava mandando fotos nem nada, mas me deixava num fogo que eu virava um rio.
Depois de uns quatro meses na conversa eu criei coragem e fui atrás dele, chamei para marcar um encontro e liguei né, ele esperava tanto por esse momento que o telefone quase não deu o primeiro toque. “Eu preciso te contar uma coisa antes da gente se ver”. O que era agora já que ele queria tanto? Esperei os trinta segundos mais longos da minha vida até que ele despejou tudo sem ensaio. Eu sou mulher.
Foram só três palavras, mas me deram uma rasteira literal, eu que estava em pé caí sentada no chão da cozinha Zeca, eu não podia acreditar. Fiz muitas perguntas e ela me respondeu todas com muita calma, apesar da minha revolta. Me disse que realmente pegava ônibus comigo e me achou linda, e depois de uma visita no face chamou um amigo dela, o Jonas. Ele fornecia tudo em tempo real, mas nos telefonemas e áudios era ela mesma.
Falei várias vezes pra ela que não gosto da mesma coisa que tenho no meio das pernas, não vejo graça Zeca. Ela ficou super triste, ainda mais quando teve que me passar o telefone do Jonas de verdade, queria pelo menos conhecer o cara que me apaixonei. Já faz um tempo que isso aconteceu e mesmo assim ainda lembro vez ou outra, me enganaram de uma esdruxula e me lembro exatamente como me senti.
Me lembrei de você e tudo que me dizia, tentei descrever o que sentia. Você já passou por isso; você passa uma noite inteira na rua, sozinho e com frio, e encontra um cantinho pra encostar e cochila por lá mesmo até o Sol começar despontar e tocar sua pele, te aquecendo aos poucos até brilhar bem forte e você voltar pra casa. Eu voltei para casa Zeca.
Deixei tudo isso de lado e pesquisei sobre aquilo que você me falava sempre, que a vida é efêmera e é importante viver bem; hoje entendo o que você me dizia. Fui nessa semana também no lugar que recebem os espíritos que você ia, me pediram para ter juízo olha só! Eu não discordei, até gostei da sensação que me trouxe.
Eu comecei a prestar mais atenção em casa depois do que aconteceu, e tive mais coragem para me abrir e falar com Devaldo, ás vezes eu só precisava estimular ele um pouco, e com o tempo ele foi me olhando de outra forma, viu que podia cofiar em mim como parceira; o stress do trabalho até diminuiu e o tempo dele lá também, começamos uma fase tão bonita Zeca. O espaço que ele preenchia com seus dedos agora tinha um toque mais sutil, e mesmo que o hábito ruim de olhar o telefone do outro tinha ido embora fazia um tempo me bateu uma curiosidade. Descobri que ele me traiu duas vezes com a mesma pessoa, ele transou com outra.
Não falamos disso nunca, ele não sabe que sei e eu não guardo rancor, ele se arrependeu nas mensagens com a garota e depois que as coisas melhoraram entre a gente me sinto muito mais feliz. Não vou dizer que o amo, mas me sinto apaixonada por ele cada dia mais, estamos nos descobrindo juntos Zeca. Não vou tomar mais o seu tempo, só queria dizer que o canto que você morava está muito bem iluminado agora.
Ontem o Pepeu me chamou pra fumar lá no escadão e disse que tinha uma surpresa, e que surpresa Zeca! Enquanto a gente fumava olhando pro Montanhão ele começou a iluminar todinho, foi ascendendo de baixo para cima, nunca vi ele tão bonito. O morro agora tem luz na rua.
Não me aguentei, olhei pra cima e comecei chorar quando vi que a Lua se encaixava bem na ponta do morro, parecia até que tinha sentado no campinho de terra; a árvore de natal mais bonita que montaram pra gente meu bem. Pepeu chorou comigo, dava pra ver os bracinhos balançando lá da ponta do morro de alegria.
Você faz falta Zeca, tiraram sua vida tão curta cara, mas como você mesmo diz, a vida é efêmera. Vou guardar sempre no meu coração a lembrança de cada momento e prometo abrir a mente de alguém com o que você me ensinou, e me ensina ainda. Vou queimar essa carta no pé do morro, quem sabe um dia quando você passar por lá veja todas essas palavras na poeira.
Te amo meu amigo.
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2020.04.06 11:07 amornostemposdequa Até você ouvir falar de mim

O mundo está cansado de girar. Escrevo a duras penas com as mãos indo sem sentido, teclando tudo como se fosse um macaco cego. A vergonha de postar e depois ter de me justificar dizendo que foi o diabo que me tentou. É pior do que ser pego com a mãos ocupados comendo a ti mesmo dentro de um círculo mágico. Celular na mão e o sigilo na mente. A cada dia que passa estou mais convicto de que tem algo errado no ar. E não é só o vírus. Existe algo que não conseguimos captar de primeira porque a língua é desconhecida. Caos magick talvez? Não sei. Sei que me sinto esmagado pela possibilidade de seguir todos os caminhos e não conseguir andar por nenhum. Agora que as portas da percepção vêm abrir a janela do meu desktop onde posso encontrar a realidade na qual você vive? Onde está o cara que comanda isso tudo e se alimenta da saudade que eu tenho de você? Em algum lugar eu sei que você me ama. Em alguma realidade não escolhida por mim onde assisto na tela dos meus sonhos, paralisado e amedrontado a luz dos seus olhos e os sons que saem de sua boca. As vezes tudo isso parece um sonho ruim. E a qualquer momento minha mãe vai me acordar para ir para escola. E eu não vou te conhecer jamais e não vou sofrer demais com as pedras que se empilham ano após ano nas minhas costas curvadas junto com todos os ontens, os amanhãs e os hojes que me escapam às mãos na cinza das horas.
Na verdade, eu não te amo mas sim sua persona dentro de mim. Que me anima. Que me dá forças para continuar vivo apesar da vontade louca de fumar e o medo de sair na rua. Eu não te amo. Nunca te amei e se alguém perguntar por aí qual a cor do cabelo do grande amor da minha vida eu direi que é preto como coca cola mas não vou desenvolver isso agora pois na falta de tema para escrever eu sempre escrevo sobre você.
E por falar em sabores, já faz alguns bons dias que tudo tem gosto de morangos. A neurose de estar doente bate e me bate e eu sento no desktop bato nas teclas como se fosse o último dia da minha vida e eu precisasse desesperadamente dizer algo para além das fronteiras da minha existência pueril. O que será que amo tanto e que me falta palavras para descrever? Com certeza não é você que nem conheço direito. Tudo se confunde em mim e eu te enxergo como sons na noite e sinto teu gosto com meus olhos e toco seu corpo com minhas narinas, perfume de jasmim. Do Nothin' Till You Hear From Me.
Medium
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2019.11.19 03:43 lulinucs de umas semanas atrás

segunda-feira
mais uma
já é a milésima ducentésima quadragésima oitava
primeiro dia nada primaveril de uma primavera
mais uma
é a vigésima quarta
acordo atrasado e mais melancólico que o de costume tento fazer um mapa mental da minha rotina, mas recordo de um fragmento de um livro de um escritor uruguaio que se apodera de toda minha atenção, Martin Santomé, o personagem, tem a seguinte reflexão:
"no sé si soy una persona triste con vocación de alegre, o viceversa, o al revés. lo que si sé es que siempre hay algo de tristeza en mis momentos más felices, al igual que siempre hay un poco de alegría en mis peores días"
desço apressado as escadas do prédio em direção à bicicleta, tentando entender Santomé monto na bicicleta e vou pela mesma estrada em direção ao mesmo escritório, já deve ser a milésima trecentésima décima primeira vez que faço esse trajeto
recordo de um poema que reli ontem, estava escrito num pedaço de papel muito amassado e quase apagado, junto à outros zines, lambes, cartazes, canhotos de ingressos e passagens de ônibus. "pedalo para sentir o viver" de uma poeta do extremo-oeste catarinense mas que vive em florianópolis, conforta um pouco minha angústia por um curto período de tempo, logo os automóveis roubam toda minha atenção e fico em um estado neutro, apenas em alerta com motoristas que também carregam suas confusões mentais envoltos em cerca de mil quilogramas de aço
chego no escritório, tomo um café mais amargo que o habitual, abro meu "livro de cabeceira", daquele mesmo escritor uruguaio, em uma página aleatória e leio o fragmento de uma poesia que diz o seguinte
"después de la alegría después de la plenitud después del amor viene la soledad"
começo a me sentir melhor, talvez pela cafeína, recordo que um músico gaúcho disse uma vez, não lembro em que mídia tampouco se li ou ouvi, que músicas tristes não potencializam a melancolia, mas sim fazem companhia
puxo meus fones, ligo a grande playlist da melancolia e começo a trabalhar, ora tranquilo, ora com uma necessidade desesperadora de entender o que eu sinto
lembro de algo que um português que nasceu na suíça mas que agora vive no brasil falou há pouquíssimos dias, algo relacionado à linguagem ser limitante, como descrever o que eu sinto? nem tem palavra pra isso! a gente pensa em português né?
hoje almocei com a pessoa mais importante da minha vida e nem sequer mencionei que não é um dia bom, minhas angústias não pareciam nada importantes naquela presença tão confortável ou eu já tenho uma coleção de conselhos guardados dos quais eu insisto em não utilizar
me peguei escrevendo num bloco de notas, eventuais fragmentos de inquietações que guardo em servidores espalhados pela www, será que alguém os lê? escrevendo, pensei naquele filósofo canadense que cunhou a expressão "o meio é a mensagem" décadas antes de se pensar numa rede mundial de computadores, aí eu fui longe longe longe explorando as coisas e não coisas que só esse estado ligeiramente agoniante é capaz de proporcionar, sem respostas, sem conclusão, sem nada, melhor deixar pra lá
amanhã é terça
mais uma
milésima ducentésima quadragésima oitava terça-feira
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2019.08.28 23:27 Batistandre Os Cortes

Eu sinto que hoje ela vai me levar.
Eu não sei explicar como eu sinto. Eu nunca soube, em todos os meus 26 anos de vida. No entanto, de alguma forma, eu consigo senti-la se aproximando, consigo saber que, naquela noite, eu serei visitado por ela. Esse tal sentimento é difícil de explicar. O tempo parece correr mais devagar, o mundo parece mais cinza. É um sentimento que faz com que eu me sinta pesado. Não é um peso físico, é algo dentro de mim, que parece pôr arames em volta da minha caixa de sentimentos. Sentimentos esses que se rasgam todas vez que tentam sair da caixa. Sorrir dói, chorar dói. Tudo dói. Eu me torno apagado, me movo automaticamente. Com o passar dos anos, de certa forma, o sentimento em si se tornou pior do que a visita dela. Eu imploro para que a noite chegue logo, para que ela possa vir, fazer o que precisa ser feito, e eu me sinta normal no dia seguinte. É o que sinto toda vez que esse sentimento vem. Qualquer coisa é melhor do que isso, até mesmo ela. Ao menos é o que eu penso até vê-la, até senti-la, quando então sou lembrado de que nela está o verdadeiro terror. É verdade que o cérebro nos faz esquecer as maiores dores e medos pelos quais passamos, do contrário enlouqueceríamos.
Talvez eu devesse começar pelo começo, certo? Eu recebo sua visita desde que me entendo por gente. Ela sempre foi uma constante na minha vida. Assim como meu pai sempre simplesmente esteve lá, ela também estava. Eu imagino que o sentimento que sinto antes de ela vir também estava, porque meu pai conta histórias de quando eu era bebê e haviam esses dias em que eu não parava de chorar. Segundo ele tudo começou em um dia que ele jamais vai esquecer, um dia que ele frequentemente categoriza como o pior e melhor da vida dele. O dia do meu aniversário, que também é o dia do aniversário de morte da minha mãe.
Sim, minha mãe morreu durante o parto. A gravidez dela foi complicada. Era uma gravidez de risco, pois ela tinha tinha 42 anos quando engravidou. Eu nasci prematuro, devido à certas complicações. Meu pai conta que a notícia da morte da minha mãe, vinda do médico obstetra responsável pelo parto, fez com que seu mundo inteiro desabasse. Ele diz que naquele momento ele teve a certeza de que nunca mais ia ser feliz de novo, de que nunca mais ia ser capaz de sorrir. Mas ele sorriu, e se sentiu o homem mais feliz do mundo, quando me viu deitado na incubadora quinze minutos depois. “Meu filho”, ele diz que pensou, e diz também que sabia que eu ia viver, e que a minha mãe ia viver através de mim.
Portanto, um ano depois, quando eu acordei chorando e continuei chorando ao longo do dia, ele diz que foi impossível não associar uma coisa à outra. Ele me levou ao médico, que disse que, a princípio, não havia nada de errado comigo. Eventualmente eu parei de chorar e dormi, talvez devido ao cansaço. Naquela noite foi quando aconteceu pela primeira vez. Meu pai diz que acordou com um grito horrível vindo do meu quarto. Inicialmente ele achou impossível que fosse eu, mas conforme ele levantou da cama e correu até o quarto, ouviu o grito lentamente se tornar um choro de bebê, a essa altura já bem familiar aos seus ouvidos. Ele entrou no quarto, me pegou no colo enquanto eu chorava descontroladamente, e sentiu a minha perna úmida. Foi quando ele viu o primeiro corte.
Deixe eu lhe falar sobre os Cortes.
Você já teve um daqueles cortes bobos, que não passam de uma fina linha vermelha na pele, mas que sangram e doem de um jeito desproporcional ao seu tamanho? Os meus Cortes são assim. Eles não são profundos, raramente passam de 3 cm de comprimento, ainda assim incomodam muito. Eles doem, claro, mas o que mais incomoda não é a dor, e sim o fato de que eles nunca cicatrizam. Eu ainda tenho o corte que meu pai viu na minha perna aquela noite. Ele está ali, na minha coxa, aberto como se tivesse recém sido feito. Ele, e todos os 98 que vieram depois dele, nunca se fecharam, nunca cicatrizaram.
Grande parte da minha vida eu passei procurando respostas, procurando maneiras de pôr fim no meu tormento, sem nunca obter sucesso. Eu e meu pai já tentamos de tudo, tanto para lidar com os Cortes quanto para lidar com ela. Procuramos respostas na ciência e na medicina, ao menos nos primeiros anos, antes mesmo de eu ter consciência da minha situação. Meu pai já me levou a incontáveis médicos, alguns diziam que eu tinha uma nova forma de diabetes, outros que eu tinha uma variação de hemofilia. Todos intrigados pela minha condição e todos incapazes de proporcionar uma solução.
Após anos de hospitais, médicos, procedimentos e exames, eu decidi que estava cansado daquilo tudo, e meu pai partilhava do meu cansaço. Nos voltamos então para a medicina alternativa, com homeopatia, medicina tradicional chinesa e hindu, hipnoterapia, terapia com quelação, enfim. Seja lá qual for o método que você está pensando, eu já tentei. Da medicina alternativa buscamos uma saída completamente espiritual. Conversamos com padres, gurus, pastores, médiuns, bruxos, babalorixás, até mesmo com um exorcista, um de verdade, sancionado pela igreja. Todos, naturalmente, acharam que tinha a resposta.
Gastamos muito dinheiro e tempo buscando uma solução e, de alguns anos para cá, ficou bem evidente que desistimos. Eu e meu pai nunca conversamos sobre essa desistência. Um dia voltamos de mais uma das diversas viagens que fizemos e, simplesmente, desistimos. No momento que sentamos para jantar aquela noite e meu pai me perguntou: “Você tem alguma ideia de faculdade ou quer fazer outra coisa?”, eu soube que havíamos desistido. Claro que ainda ficamos de olho em alguma eventual solução, mas poucas coisas tem potencial o suficiente para nos trazer uma nova esperança.
A minha infância foi complicada. Não por causa dos Cortes, e sim por causa das pessoas. Meu pai já foi acusado inúmeras vezes de abuso ou negligência, eu já fui tachado de suicida, maluco, esquisito. Tanto eu quanto meu pai aprendemos a lidar com as consequências da minha condição, os primeiros anos foram os mais complicados, depois eu entendi que precisava esconder os Cortes, ao menos da maioria das pessoas. Quando eu tinha 12 anos nós nos mudamos para uma outra cidade, e essa foi a melhor época da minha vida. Eu fiz vários amigos, me atrevo a dizer até mesmo fui semi popular, fui em festas, namorei várias garotas, vivi uma vida “normal” de adolescente. Poucas pessoas sabiam da minha condição, e as que sabiam normalmente ficavam com medo ou intrigadas.
Como falei antes, hoje tenho 99 desses cortes espalhados por diversas partes do meu corpo. Minha vida é difícil, sim. Eu sigo uma rotina que gira ao redor de band-aids, esparadrapos, gazes e ataduras. Não na esperança de curá-los, obviamente, nem mesmo tratá-los, já que eles nunca infeccionam, e sim de evitar que as coisas encostem neles, já que eles ardem bastante e sangram às vezes.
O fato é que todos esses cortes foram feitos por ela. Todos no meio da madrugada.
Eu não sei o que ela é, nunca conseguimos descobrir. E, antes que você diga, não, não é o fantasma da minha mãe. Chegamos a cogitar essa possibilidade, mas meu pai diz que a minha mãe era a alma mais bondosa que já pisou na terra e, mesmo morta, ela jamais seria capaz de algo do tipo. Ele não precisava dizer isso, porque eu tinha certeza de que não podia ser a minha mãe. Nunca senti o amor de uma mãe, dizem que a gente não faz nem ideia do que é amor de verdade até segurar um filho nos braços, e amor é, definitivamente, algo que eu não sinto vindo dela. O ódio que emana dela é tão poderoso, tão pungente e sufocante, que eu não acho possível que ela jamais tenha amado algo. É um ódio que jamais seria condizente com alguém que foi mãe, não condiz nem mesmo com alguém que foi humano um dia. Por isso não acho que ela seja um fantasma, ou espírito, assombração, aparição, qualquer coisa que você queira chamar. Acho que ela é algo além da nossa compreensão. Uma energia que toma forma, um monstro de outra dimensão, é inútil tentar entender, eu sei que já desisti faz muito tempo.
O sentimento que descrevi antes é sempre um prelúdio do que a noite vai me trazer. Eu sei que vou acordar no meio da noite, me sentindo sufocado e apavorado. Sei que vou ver algo surgir lentamente da escuridão do canto do quarto e que vou prometer para mim mesmo que dessa vez eu vou enfrentá-la, que dessa vez ao menos não vou gritar e chorar. A promessa é quebrada no segundo seguinte, no primeiro vislumbre que tenho dela. Tudo ao redor dela é escuridão e terror. Ela é alta, muito alta, infinitamente alta, parece querer tomar todo o quarto. A sua magreza absurda passa despercebida devido ao tamanho dos seus ossos. Seu rosto envolto em sombras e longos cabelos negros e finos que lhe caem da cabeça quase careca escondem um olhar de esgar e ódio além da compreensão humana. Não posso ver seus olhos, não é possível ver nada ao encarar o vórtice de pesadelo e agonia que é o seu rosto, mas consigo senti-los esquadrinhando a minha alma.
Eu choro e grito descontroladamente, sem forças para fazer qualquer coisa além de vê-la vir em minha direção. Ela não caminha, caminhar é algo humano demais para descrever o modo com ela se move. É como se ela simplesmente crescesse em minha direção. Ela me toca e, na beira da insanidade, tudo se torna terror. O intensidade do medo se torna absoluta, como medo fosse tudo que houvesse no mundo. É puro horror e desespero. Em sua mão grotescamente grande com dedos compridos e magros de pesadelo ela segura um objeto que eu não consigo descrever, meu cérebro simplesmente não processa sua forma, não entende sua cor. Olhar para ele me causa tontura, é como olhar para o mundo girando, é como olhar para a prova de que nada no mundo é real. Com esse objeto ela arranha minha pele, e então, milímetro por milímetro, eu sinto o corte se abrir. A dor é excruciante. Não há sentido em tentar explicar com palavras. É algo que não deveria existir, uma dor que não foi feita para ser sentida nesse mundo. No meio dos meus gritos de desespero o mundo se torna real de novo, e meu pai entra correndo pela porta do meu quarto, já com lágrimas nos olhos.
Esse cena se repete, outras 98 vezes. Não há um padrão para suas visitas, tudo que sei é que hoje será a última.
Eu não sei como eu sei. O sentimento, que já descrevi, hoje vem acompanhado de um certa finalidade. É como o entardecer, como as últimas notas audíveis de uma música que termina em um fade out, como ver o último episódio de uma série que você acompanha há muito tempo, como levantar a lata para tomar tomar um gole de refrigerante, sentir sua leveza, e saber que aquele gole será o último.
Assim que eu terminar de escrever isso vou dar boa noite para o meu pai, dar nele um último abraço, e ir me deitar. Pai, eu sei que você está lendo isso, então quero agradecer por tudo. Eu espero que minha partida traga à você algum conforto e que você possa finalmente seguir em frente. Deixo para você decidir se essa despedida deve ser compartilhada ou não.
Hoje, sabendo que vai ser a última vez, eu quase espero ansiosamente pela visita dela. Quase espero ansiosamente ver sua figura monstruosa e irreal surgir da escuridão do quarto e transformar meu mundo em pesadelo pela última vez.
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
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PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
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PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
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PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
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PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2019.04.24 02:30 Spookycliquebr Twenty One Pilots para a NME [traduzido]

As filiais da B&Q em Birmingham devem estar fazendo um grande comércio de fita adesiva amarela. Fora do Resort World Arena da cidade, em 27 de fevereiro, os adolescentes estão aplicando-o avidamente ao uniforme verde do exército. À medida que mais tropas descem - com lenços de pescoço amarelos usados ​​como máscaras - é como um elenco para uma versão júnior de The Purge.
Os espectadores podem ser perdoados por presumir que uma demonstração Anônima vai acontecer, mas esta é a Skeleton Clique, superfanbase ferozmente dedicada de Twenty One Pilots, esperando do lado de fora do local seis horas antes do duo de Ohio estar no palco para dar o pontapé inicial no Reino Unido de sua gigantesca Bandito Tour.
Eles fizeram meticulosamente cosplay dos uniformes do vocalista Tyler Joseph e do baterista Josh Dun na arte e vídeos apocalípticos de seu último álbum, "Trench". Alguns se sentam esboçando fotos de seus ídolos. Um aperta um banner estampado com as palavras "VOCÊ SALVOU MINHA VIDA".
É apropriado, porque Twenty One Pilots - com seus principais temas de insegurança, saúde mental e fé - é uma banda perfeita para salvar a vida, uma referência para aqueles que acham que ninguém os entende.
No papel, no entanto, eles são desafiadoramente estranhos. Com "Trench", eles criaram um mundo mítico de alto conceito - que pode confundir até mesmo os roteiristas de Lost. Vagamente, sua trama diz respeito a uma cidade alegórica chamada Dema e os nove bispos ditatoriais que impedem seus habitantes de escapar - e a força rebelde de bandidos que buscam libertá-los. Mas há muito mais do que isso.
Longos sub-threads Reddit são dedicados a decodificar significados ocultos em músicas e decifrar pistas em cada peça de mídia que a banda lança. Há muitos ovos de páscoa: por exemplo, o nome completo de 'Nico' da música 'Nico e os Niners' - um grande inimigo - é Nicolas Bourbaki, que é o pseudônimo coletivo para os cientistas que inventaram a notação de zero - o ø usado na marca de twenty one pilots.
Musicalmente, eles são igualmente pouco convencionais: uma geração Spotify pós-gênero mistura de estilos que facilmente se exercitam através do rap, reggae, R&B, prog, electro-pop, indie - basicamente, eles voltaram a mão para tudo “Canto da garganta mongol”. No entanto, de alguma forma, é verdade que "Blurryface" - seu quarto álbum inovador - enviou o duo estratosférico em 2015, permitindo que o baterista Josh Dun fizesse seus backflips de marca regristrada nos maiores palcos do mundo.
Nos bastidores da arena, os assistentes [de palco] estão montando a elaborada e visualmente espetacular produção de Bandito, que envolve um carro em chamas, e dublê [de corpo] que permitem que um Tyler vestido de capuz desapareça e reapareça, como Houdini, no meio da música, em diferentes partes da arena.
Versões de brinquedos peludos do Ned - o personagem CGI gremlin que eles introduziram recentemente no vídeo "Chlorine" - sobre os alto-falantes. Quando nós primeiro pegamos um vislumbre de Josh - conhecido por suas acrobacias - ele está tocando bateria de ar e fazendo piruetas no ar para suas próprias músicas. Mais tarde, ele e Tyler brigam com os aspiradores de pó que estão sendo usados ​​para aspirar o palco.
Mas eles têm foco de laser. Na música de "Trench", "Bandito", Tyler canta: "Eu criei este mundo para poder sentir algum controle", e você acha que isso se estende a todos os aspectos da banda. Sua pequena equipe de proteção vem de sua cidade natal, Columbus, e tudo o que a NME faz com a banda acontece sob o olhar atento de seu círculo íntimo.
Durante nosso bate-papo de 70 minutos, o gerente da turnê está parado na porta do camarim, aumentando a sensação de que você pode ser transportado para um bunker, emergindo meses depois, reprogramado e enrolado em uma fita adesiva amarela.
Felizmente, a banda é charmosa e solícita. O principal compositor, Tyler, vacila de ser intenso a imbecil ("Nós passamos tanto tempo juntos, eu sinto que sei tudo sobre John", ele brinca com Josh).
Quando ele está dizendo algo revelador, evita o contato visual. Josh é seu lastro lúdico, tendendo a sentar em silêncio e participar apenas quando há uma piada. Nem xinga - nem sequer uma vez. Tendo vindo direto de uma sessão de autógrafos do HMV, Tyler está preocupado com sua voz. "Eu tentei não falar com nenhum deles, mas não posso evitar", diz ele. "Eu fico tipo: 'Muito obrigado por ter vindo, de onde você veio?'"
Eles parecem ser tocados pelos extremos aos quais seus apoiadores foram. Do lado de fora, os fãs até se agitaram vestidas como "bispos" em roupas vermelhas enquanto na Rússia, roupas de banana apareceram na multidão - uma piada sobre como Tyler e Josh, ambos com 30 anos, têm aversão à fruta.
"Nós fornecemos apenas alguns pedaços da inspiração, mas eles são os únicos que se tornaram o motor da coisa toda", diz Tyler. Além de Tyler uma vez "ficar na fila por oito horas, quando The Killers tocou minha cidade natal", nenhum deles foi a extremos extraordinários para seus grupos favoritos. “Nós desejamos que o nível de cultura dos fãs estivesse por perto quando éramos mais jovens”, observa Josh. "Porque muitas dessas histórias sobre como essas pessoas se conheceram e como elas se tornaram melhores amigas quando estão esperando na fila por horas e dias são inspiradoras e legais."
"Blurryface" tornou-se o primeiro disco da história a ter cada uma das músicas certificadas pelo menos em ouro. Quando eles colecionaram o Grammy em 2017 para Melhor Performance de Pop Duo / Grupo para o single "Stressed Out" (batendo Rhianna e Drake, e Sean Paul - um homem que os descreveu como "o novo Nirvana"), eles tiraram seus boxers em o caminho para o palco, lembrando-se de como uma vez eles assistiram ao show de premiação em suas calças em Columbus e disseram: 'Se algum dia ganharmos um Grammy, deveríamos recebê-lo assim'.
É indicativo de sua ambição. Tendo formado Twenty One Pilots como um trio na universidade em 2009, Tyler recrutou Josh e perdeu dois membros em 2011. “Desde o início, tínhamos grandes visões e sonhos de onde queríamos estar, então nada nos pegou de surpresa”, diz Josh , imperturbável. "O que seria mais surpreendente para as pessoas é quantas vezes nos olhamos e dissemos: 'Sim, é exatamente isso que imaginamos e o que vimos'.
Durante o ciclo "Blurryface", eles se lembram de vender pequenos clubes, teatros e arenas no mesmo ano. "Quando você diminui o zoom, você pode pensar: 'Ah, isso foi muito louco'", diz Josh. "Mas nós estávamos em turnê desde 2011 tocando em shows todas as noites, então você está perto demais para perceber isso. É como quando seu tio, que não o viu por um ano, chega e diz: "Você ficou muito alto".
As coisas mudaram, no entanto. Questionado sobre quem é o contato mais famoso em seu telefone, Tyler passa pela sua lista de contatos antes de parar em Chris Martin ("Isso é incrível de dizer em voz alta", ele ri) - o vocalista do Coldplay certa vez deixou uma mensagem de voz sobre a banda. Josh responde: Eu cresci ouvindo uma tonelada de Blink [182], então pensar que nos últimos anos eu me tornei amigo de Mark [Hoppus], é surreal. Quando eu era adolescente, eu nunca teria imaginado que iria trocar mensagens com ele.
Em outubro, quando lançaram 'Trench' - após um apagão de um ano sem envolvimento de mídias sociais ou shows, e uma trilha secreta para os fãs seguirem levando ao seu anúncio - ele só foi derrotado nas paradas por Lady Gaga e Bradley Cooper, com ‘Nasce Uma Estrela'.
Você pode argumentar que é igualmente cinematográfico: as pessoas sugeriram a Tyler que eles deveriam expandir suas promessas distópicas em um longa-metragem. "A intenção nunca foi, 'vamos escrever um disco que tenha força suficiente para se transformar em uma série da Netflix', mas é legal saber que criamos algo com substância suficiente para sabermos que essa pergunta está sendo feita", ele nega.
Além disso, embora camuflada na fantasia, e a mitologia Dema, com suas referências a religiões antigas como o zoroastrismo, "Trench" é, na verdade, uma dissertação sobre saúde mental do final de vinte anos. Nas composições, como nas conversas, Tyler diz suas coisas mais interessantes quando ele não olha nos seus olhos.
Tendo a narrativa preparada “durante anos”, ele tentou introduzi-la em “Blurryface”, cujo personagem principal é uma personificação de sua ansiedade e insegurança. Durante esse tempo, ele até se apresentou com as mãos e o pescoço revestidos de tinta preta - para representar o aperto tóxico de sua ansiedade. A maneira como ele descreve "Trench" é semelhante a um mapa psicanalítico do Google.
"É sobre usar a arte de contar histórias para entender melhor um problema muito menos fantástico que está navegando em sua própria psique e dando a ela um destino e lugares que você deve e não deve ir e os personagens que deve evitar. E isso pode ser encontrado dentro da luta de cada pessoa ”, diz Tyler.
"É interessante que 'Blurryface' - onde criei um personagem que representa tudo o que eu não gostei de mim mesmo e tudo o que estou tentando superar coincidentemente foi o álbum que realmente aconteceu para nós", continua ele. “O fato de sermos forçados a revisitá-lo todas as noites é uma lição valiosa em suas próprias inseguranças pessoais: você trabalha com isso, tenta superá-lo, mas nunca é algo que você pode simplesmente deixar de lado e se separar”.
Um trio de músicas em "Trench", Tyler se vê totalmente demitido e existe "fora da mitologia da série Netflix", como ele diz. 'Smithereens' é uma canção de amor bonitinha, dirigida por ukulele para sua esposa, Jenna Black, com quem ele se casou em 2015. 'Legend', entretanto, é uma homenagem ao seu avô, Bobby, que apareceu na capa do álbum de 2013 'Vessel 'ao lado do avô de Josh. Ele começou a escrever a faixa quando a demência de Bobby começou, mas seu avô faleceu em Março do ano passado, antes que pudesse ouvi-la.
Tyler: “Eu menciono nas letras: 'Eu gostaria que ela tivesse te conhecido.’ E eu estou falando da minha esposa, porque quando ela começou a aparecer, ele ficou pior. Ele costumava ser tão espirituoso e iluminava um quarto e mudava a dinâmica social de qualquer situação, e há centenas e centenas de histórias clássicas, mas quando ela chegou, ele estava indo depressa. Ele era imprevisível, não lembrava os nomes das pessoas, o que era um novo tipo de dor.”
Seus olhos parecem lacrimejar. “Meu pai me contou um momento no final - onde ele se lembrava do meu nome - e perguntou: 'O que o Tyler está fazendo?'. Ele sempre perguntava e meu pai tentava explicar: "Ele está em uma banda, toca música". E ele disse: "Bem, eu quero ouvir uma música".
E isso foi antes de eu escrever qualquer coisa para "Trench". Meu pai está dirigindo o carro e ele continua insistindo: "Bem, eu quero ouvir uma música!". E meu pai não tinha nenhuma música no carro. Por puro desespero, ele liga o rádio e agita o dial algumas vezes e uma de nossas músicas está ligada e ele pode dizer: "Lá - aí está ele e esta é a sua música".
“E assim, de uma maneira estranha, você pode pensar em todo o sucesso e reconhecimento que tivemos, foi apenas para preencher uma pequena história onde meu pai foi capaz de mostrar ao meu avô a música que eu escrevi naquele momento no rádio."
Em ‘Neon Gravestones’, tipo Post Malone, Tyler corre contra a alegoria de alguém tirando a própria vida de alguma forma "glamourosa" em vez de uma tragédia, cantando: "Na minha opinião, / Nossa cultura pode tratar uma derrota / Como se fosse uma vitória”, E a fetichização irresponsável do Clube 27 (“ Eu poderia desistir e aumentar minha reputação / eu poderia sair com um estrondo / Eles saberiam o meu nome”).
"Eu estava com medo dessa música", diz Tyler. “Então, essa música é muito preta e branca. Eu trabalhei duro em cada pronome. Porque eu sabia que era um assunto delicado, a última coisa que eu precisava era que alguém entendesse mal o que eu estava tentando dizer. Eu estava com medo de não me esconder atrás da metáfora. Eu entendo que há riscos em ser mal interpretado ou deturpado. Há uma chance absoluta de ofender as pessoas ou parecer desonra, mas eu realmente queria focar nas pessoas que estão aqui para ouvir. Eu queria apontar algo que gostaria de ouvir quando estiver passando por esses pensamentos.”
Tyler aplaude a nova geração de artistas falando abertamente sobre sua saúde mental e desabilitando o estigma. "Eu acho que nossa cultura, quando se trata de suicídio e depressão, deu um grande salto", diz ele. “Estou tão orgulhoso de que a música tenha liderado a capacidade de falar sobre isso tão abertamente, e falar sobre isso é muito importante. Então, de certa forma, eu realmente sinto que há um grande lado disso que tem sido coberto com "vamos falar sobre isso, tipo, você não é louco, não há nada de errado em apenas olhar quantas pessoas passam por isso".
"Trench" culmina com a abrangente "Leave The City", que Tyler descreveu como uma "crise de fé". Tanto ele como Josh foram criados em lares religiosos. O pai de Tyler era o diretor da escola cristã que ele freqüentava; quando Josh era mais jovem, a maioria da música secular foi banida, deixando-o para esconder contrabando de álbuns do Green Day debaixo da cama.
"Um dos equívocos é por causa de onde estamos e do que conquistamos - e porque as pessoas acham que temos um estilo de vida de rock louco - que aprendemos que não precisamos mais de Deus", explica Tyler. "E não é isso."
“Eu sou o tipo de pessoa que precisa desafiar tudo e minha fé é algo que eu sempre passei por temporadas fortemente desafiadoras e uma vez que eu coloquei em teste e vi o que é, eu sou capaz de aceitar isto. Durante 'Trench', houve momentos específicos em que você conseguiu ver onde eu estava em minhas temporadas de desafio e re-aceitação - e eu definitivamente estava passando por um momento desafiador. ”
“A questão é: preciso de Deus? A verdade é que não tenho resposta para isso alguns dias. Alguns dias eu tenho, e porque eu escrevo músicas, eu escrevo letras - você vai me ver entender. Não posso deixar de abordar esses tipos de perguntas porque é por isso que comecei a escrever músicas em primeiro lugar. ”
Essas grandes questões estão à espreita sob o capô de um carro muito brilhante. A razão pela qual twenty one pilots provaram ser tão bem sucedidos comercialmente é porque as próprias canções transbordam de ganchos. Você não precisa saber que "Leave The City" envolve uma crise existencial - ou exige um guia turístico para Dema - para aproveitar o fato de soar como M83 produzindo My Chemical Romance em sua pompa da Black Parade.
O que não pode ser exagerado é o quão divertido é o espetáculo ao vivo de Twenty One Pilots. Hoje à noite, eles se abrem com Josh segurando uma tocha acesa, incendiando um carro, e assistindo a fusileantes de shows de mágica de Vegas, kits de bateria de multidões, homens vestidos de Hazmat borrifando névoa na platéia, confetes e uma competição para encontrar o melhor pai dançarino.
Não é surpresa que Tyler diga que ele é competitivo: como alguém que já foi oferecido uma bolsa de basquete, pode ser. Coloque-o com outra banda e é como hamsters compartilhando uma jaula.
Quando eles assinaram com o emo-citadel Fueled by Ramen - lar dos amigos Paramore e Panic! At The Disco - Pete Wentz do Fall Out Boy levou-os sob sua asa para martelar isso fora deles. "Ele nos mostrou como ser bons irmãos", diz Tyler. "Quando começamos a tocar localmente, você estaria na lista com outras nove bandas. Você queria que eles explodissem, então você viria e roubaria o show. Quando saímos em turnê como o ato de abertura do Panic! e Fall Out Boy, nós tínhamos a mesma mentalidade, mas Pete disse: "Veja todas aquelas pessoas lá fora - vá e faça fãs".
"E eu nunca percebi...", diz ele com total sinceridade e sem nenhum traço de hipérbole em sua voz - "as pessoas poderiam ser fãs de mais de uma banda. Mas estaríamos mentindo se disséssemos que a vantagem competitiva desapareceu completamente. Queremos ser os melhores - e manter todos os outros afastados”.
Enquanto "Trench" foi escrito principalmente por Tyler em seu estúdio no porão em Columbus e enviado para Josh (que agora vive em Los Angeles), seu acompanhamento está sendo escrito na estrada. Ele irá aprofundar ainda mais no folclore de twenty one pilots. "Há um personagem sobre o qual não se fala que desempenha um grande papel e é provável que este seja o próximo passo", diz Tyler.
Josh, por sua vez, tem um casamento para se preparar, tendo se comprometido com a ex-aluna do Disney Channel, Debby Ryan, em Dezembro. Ele brinca que entrará na igreja com solos de bateria. Mas o que há em ambas as mentes é o final da turnê no Reino Unido - estrelando no Reading e Leeds em Agosto.
“Reading & Leeds é um dos primeiros festivais que assistíamos quando nos conhecíamos”, diz Tyler. “Nós assistíamos a vídeos na internet. Nos concentramos nesse programa há meses, no que a produção vai ser.”
Tyler olha para os sapatos, frustrado consigo mesmo. "Não consigo expressar exatamente como isso é importante, mas estamos muito animados em poder provar que esse é o lugar onde pertencemos. Nem todo mundo está lá na platéia para ver você e você tem que conquistá-los, você tem que trabalhar duro para eles. Há outras bandas tentando se destacar e estamos prontos para tirar a cabeça deles.”
Resistência - liderada por bandidos ou não - é fútil.
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2019.04.04 03:49 DocDepamine Bom dia, Dr. Tanto Faz.

Bom dia, Dr. Tanto faz. É um pouco assustador pensar em me abrir para alguém que nem me conhece direito. Alguém que acha que eu realmente uso "para". "Pra" é mais fácil. Se acostume, doutor. Mesmo que aumente a minha mensalidade, se acostume.
É, eu totalmente roubei isso do Aminé. Um ótimo rapper, se você quer saber. One Point Five vale só pela primeira track, que é de onde eu roubei esse conceito todo. Espero que não me encontre com nenhum Dr. TC.
Eu tenho um problema em me conectar com a minha geração e meus conhecidos. Por quê? Primeiro que eu nunca vi nenhum filme da Marvel que não fosse do Homem-Aranha. Eu gosto do Homem-Aranha. O segundo filme com o Tobey Maguire é bem legal, e não minto que fiquei emocionado quando todo mundo segurou ele depois de ele salvar aquele trem em movimento. E isso que ninguém percebe direito. Eu sou bem sensível, se você quer saber. Eu só não mostro isso porque faz eu me sentir vulnerável, então eu pago de casca-grossa e finjo que não chorei pra caralho assistindo Click do Adam Sandler.
Talvez seja porque toda a minha vida eu fui considerado e me considerei deslocado, mas eu não sei me relacionar direito com os outros. Talvez sejam meus gostos meio estranhos para música, talvez seja que eu assista à séries que ninguém vê, ou talvez seja porque quando eu era menor eu era tímido e por metade da minha infância eu achei isso era alguma coisa boa, e agora eu colho o que eu plantei (ou tentei plantar, já que ao que parece a árvore morreu e estou catando o adubo).
Eu queria ser um cara que se contenta com pouco. Sabe, eu vejo o pessoal que vai em festa e passa o rodo e fico envergonhado e meio triste. Eu vejo o pessoal que beija sem amor e acho o máximo. Eu acho tudo isso muito superficial, mas eu bem que queria ser superficial se isso melhorasse o meu ânimo e minha auto-estima. Acharia o máximo mesmo que só falassem "ei, vamos para essa festa?" mesmo sabendo que eu ia recusar, ou talvez sabendo que os ia surpreender falando "sim". Porém acho que todo mundo já me vê como o antissocial fracassado, então nem pra tentar tentam. Eu sinto falta desse convite, que me faz se sentir um pouco especial. E eu gosto disso, de me sentir especial. Mas de uns tempos pra cá, tá cada vez mais difícil se sentir especial nesse mundão. Tem muita gente nele pra eu me sentir único, e muita gente passando o rodo pra eu me sentir satisfeito do jeito que eu sou. Não que eu me ache feio - me acho mediano. Não que eu me ache o completo desastre social - me acho mediano. Não que eu me ache um completo tapado, burro e ignorante - me acho mediano. E isso me irrita, ser mediano. E o pior - ser mediamente mediano. Eu balanço entre ser o convencional e o completo contrário do mainstream. Eu acho que devia maratonar os filmes da Marvel e começar a desgrudar dessa esperança boba que eu tenho de "achar o par perfeito" que até hoje eu tenho e odeio o fato que eu acredito nisso. Eu devia começar a passar o rodo e beijar sem amor. Melhor do que passar as tardes trancado no quarto e não beijar ninguém. E tem só um tanto limitado de música dos anos 80 que você pode ouvir até enjoar e fingir que está tudo mais do que ok.
E esse não é um texto de um saudosista que nunca viveu a época que idolatra, mas é mais um desabafo de um cara que não tem e não quer ser taxado por uma psicóloga pra ser tachado de doente mental que tem muito tempo livre para pensar e pouco para sair com amigos. Em parte, porque seus amigos são escassos e normalmente lhe dão bolo numa base regular, então ele tem de achar um refúgio em algum lugar, e acha em meio de palavras rebuscadas que um dia leu no dicionário e nunca esqueceu, tudo em prol de xingar a geração de que faz parte e que tanto o irrita, quando na verdade deveria tacar o foda-se e ir curtir a vida como um ser humano normal. Ao invés disso, fica triste que os seus textos performam horrivelmente quando postados. Como talvez venha a ser o caso desse aqui. Aliás, ainda tem alguém lendo isso? Se tem, bom dia! Ou boa tarde, talvez? Pode ser até um ousado boa noite! Como vai você? Como foi o dia? Alguém já te perguntou essas coisas hoje?
Eu tô cansado de escrever histórias e ficar horas pensando em plot twists inteligentes se ninguém vai ler. E também tô cansado de tentar me vangloriar do meu trabalho duro e sempre achar que eu soei prepotente e que eu tenho um complexo de Deus. Eu rebaixo demais o meu trabalho até que eu perca a motivação para trabalhar. E quer saber? Todo mundo precisa de uma filosofia barata às vezes, e agora é minha vez de escrever bosta. Se ninguém vai ver, eu quero é fazer merda e falar sobre meus sentimentos. Se a polícia não viu, é permitido!
Eu honestamente tô meio desanimado pra criar pessoas fictícias baseadas no meu eu real quando certas vezes eu quero falar mais dos meus problemas do que usar sinestesia pra descrever um sentimento de amor que eu mesmo mal sinto e para falar sobre o formato de uma garrafa de uísque e sua cor extremamente específica, tal como o gosto que eu não faço a menor ideia de qual que é e nem a lei me permite saber o gosto, então eu procuro alguma coisa aqui e ali e formulo o que eu penso que é. E no fim do dia, eu nem sei qual o sabor desse uísque que me soa estupidamente delicioso e nem sei quem sou eu de verdade e quem é o Mark Philsen de San Monero ou o Joseph Heiselmann de Saint Hrodric.
Eu realmente não sei para quem eu estou escrevendo. Eu sou um esquizofrênico literário. Escrevo sobre mim para mim mesmo enquanto guardo meus sentimentos numa caixinha enterrada no fundo da minha alma. Não a mais limpa e lustrosa de todas, mas uma alma, afinal. E eu não quero que isso seja minha falha tentativa de parecer culto para pessoas que não verão minha pessoa além do que eu filtro para teclar e soltar na rede. Eu não quero ser culto, inteligente, ou qual quer que seja a palavra que você descreva um gênio de quinta categoria. No fim do dia, eu quero ser eu mesmo e deixar meu pau balançar no vento. Porém, ainda tenho medo do julgamento dos outros e tenho menos auto-confiança do que penso que tenho, e ficar pelado em público é atentado ao pudor e o pessoal do reformatório quebraria meu queixo com um só cruzado de esquerda. Então eu deixo meu pau dentro da minha cueca e minha calça cobrindo minha cueca e minhas pernas.
Talvez eu precise de um psicólogo de verdade.

I sit here and tell you my problems,
that's how this works, right?
I'm s'posed to be open and honest,
but I got time, right?
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2019.03.17 17:43 lizziehope Sendo um menino

Estava tentando passar despercebida entre os mundos, percebo uma pequena diferença de conflitos enquanto menino, então permaneço assim. Era a melhor sensação, olhar, não me julgar, julgar e refletir sobre coisas muito maiores e melhores que qualquer um ali. Nunca realmente ligando para o que os outros gritam ao redor. A política, para mim, poderia explodir. Gostaria de evoluir minha arte, conseguir dinheiro com ela, mas lembro de todos os pequenos artistas que vi enquanto caminha por nova iorque, eram pequenos, mas gigantescos comparados a mim. O meu "Sorry" era engraçado para eles, tanto para outros que ao menos perguntaram: "Você fez algum curso?" Queria poder dizer: "Meu curso é o inglês vivo e dominante no meu país, que faz com que eu entenda pouco dele, para continuar sem entender o que eles dizem para apagar a nossa própria evolução". Vídeos clipes, filmes, músicas. Eu sonho e danço em um futuro que, mesmo distante, ainda tenta chamar atenção. Talvez a polícia cósmica pare minha nave vez ou outra, dizendo: "Não dê spoiler". Quanto mais eu penso nisso, mais eu tento voltar para um garoto, então sinto que sou gay. Era fascinante não sentir mais o conforto, talvez a homossexualidade machuque ainda... Não sei. Dou risada, minha ironia é tão seca que sente a maldade e ainda se faz de má, para que a superioridade nunca chegue a me dar alguma coroa. Se eu escrevi errado, se eu pensei errado, se eu não limpei meu pé, ou se eu não consegui alcançar um Deus. Tanto faz, quanto mais paparazzis, melhor ou pior o futuro? Talvez eles saibam como voltar no tempo em que eu sou famosa no futuro, estejam querendo zombar de mim. Como uma falha no futuro, ou apenas uma grande e maravilhosa heroína, com uma voz que cantou e ninou almas que estavam doentes. Ou então, com minhas palavras, talvez eu os levei para um mundo meu, novo e coagido a ser melhor. Eu não pretendo ser melhor que ninguém, mas, com isso, sonho em ter dinheiro o suficiente para não ouvir mais nenhum grito. Eu giro no meu próprio grito, qual é o meu giro? Será que serei escritora? Ou uma diretora? Uma atriz, uma cantora? Talvez eu leia o futuro como uma cigana, ou viaje o mundo. Talvez eu consiga amar alguém, talvez alguém consiga me amar também. Tudo que se junta, não é para um único sinal de amor, mas um sinal grande, para meu próprio ego. Compor o som da cidade é difícil, ouvindo gritos. Escrever o coração da cidade é dificil, ouvindo os pecados. Dizimar é difícil ouvindo a pobreza. É difícil ouvir a pobreza? Eu queria também poder manipular tão bem quanto vocês, mas queria poder livrar o mundo dessa manipulação tosca e insana. Servirá a quem servir, não posso mandar mensagens endereçadas. Se conseguisse ao menos ouvir a voz da pessoa, ou sentir o calor de suas lembranças como um falso brilho em uma casca morta. Como queria poder ser uma anônima, mas anonimamente mando coisas que nunca serão contadas se eu não assinar meu nome embaixo. Assinei um cheque, muito cheio, mandei para meus pais. Estamos todos destinados a ser uma família unida de novo, apenas por mensagens. Não consigo ir vê-los, mando que comprem uma passagem e venham para minha casa. Eles nunca viajaram para cá, talvez seja a primeira vez que terei que aguentar minha família por muito tempo. No Brasil, era um caso a parte, mas aqui as pessoas são mais calmas e educadas. Não escuto gritos enquanto nado na minha piscina, dá sono ouvir a inveja, por isso continuo a nadar. Levanto, meus pés tocam no fundo com dificuldade. Era um sonho, o meu sonho, ter uma casa cheia de coisas para fazer, espaço, conforto. Subo as escadas, molha, mas eu não preciso secar. Lá em cima, encontro ele, há quanto tempo ele está ali lendo aquele livro? - Meus pais estão vindo, não entendem bem inglês - Tento parecer não muito superior com meu tom, ele odiava isso. - Entendi, podemos leva-los para algum restaurante, ou não... - Vamos encomendar algo para comer, depois eu pego o carro e vou mostrar a praia daqui - Continuo arrumando meu cabelo e me vestindo, naturalmente, como nunca mais. - Está esperando algo de especial? Respiro fundo, olho para aqueles olhos intensos. Não consigo descrever o quanto amo aquele homem, mas consigo entender o quanto estamos acabados por dentro. - Não. Vai ser como outra visita qualquer. Mas agora é minha família e eles vêm acompanhados e essas pessoas psíquicas são muito curiosos e, espero muito, que quando eles forem embora, os curiosos também saiam. - Cristãos já se acabaram faz tempo - Sinto sua mão puxando minha cintura e ele me beija no pescoço - Vai ficar tudo bem. - Você sempre sabe o que fazer, mas eu ainda estou preocupada com quem realmente é o culpado da perseguição... - Não vamos falar mais sobre isso. Esqueça de tudo isso. Você é rica, gostosa e inteligente para um caralho... - Se você não consegue resolver, deixe com os profissionais - Pego a arma em cima da mesa, coloco dentro da pequena bolsa preta que carrego - Um dia, eu ainda consigo fazer você entender o quão chato são as vozes das abelhas que grudam em você e invejam a proximidade - Passo a mão em sua coxa e sinto a merda de um olhar distante - Vou ir pro trabalho, não se esqueça de comer e... Ah, sim. Pedir comida. Não lembro... Estou confusa. Até. Com os olhos confusos ele tentar achar o sentido em minhas palavras, beijo sua testa e vou embora. Era seco, era frio e doía, mas era um fim que sempre chega.
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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2016.05.26 00:13 Wikipeida Desabafo: Portugal é um mau país para se criarem startups!

Desde muito novo que tenho feito pequenos negócios em regime freelancing que me têm dado alguma experiência e motivação para fazer algo maior.
Aprendi durante os últimos anos que em Portugal é ultra difícil encontrar uma pessoa:
Em todos os processo de recrutamento passei pelo mesmo:
1- O entrevistado ou vem ter comigo ou é recomendado por alguém porque o sonho dele era ter uma startup
2- Começa a afastar-se quando percebe que trabalhar numa startup não é a mesma coisa que trabalhar num emprego estável remunerado 8h por dia
3- Começa a falhar prazos atrás de prazos e deixa de estar contactável
4- Começo a sentir que o meu contacto e a minha presença é indesejada por parte da outra pessoa, e tenho de começar a fazer "pushing" para ver coisas a serem feitas
5- De repente, em vez de estar a preocupar-me em construir um negócio com o apoio de alguém igualmente motivado, estou preocupado em gerir co-fundadores
6- Coloco a questão à pessoa recrutada se este é mesmo o tipo de vida que quer, pois é natural que ao inicio fosse dificil de prever que criar um negócio é tão exaustivo, sempre de forma cordial
7- A cobardia do português, nunca é capaz de dizer que não e afastar-se, prefere dizer que sim, que as coisas vão mudar e continuar a fazer perder tempo e janelas de oportunidade
8- No fim o negócio morre antes de nascer, porque eu chego à exaustão de andar a gerir pessoas em vez de evoluir o negócio
Hoje em dia aprendi a não deixar as coisas avançarem do ponto 2 (ou 3). Não estou para andar a sacrificar-me por algo para dividir em partes iguais por outras pessoas que nem são capazes de ajudar no essencial.
Já fiz todos os niveis de introspecção, tendo mesmo pessoas independentes a avaliar se sou eu que tenho um problema e afasto as pessoas (a teoria do denominador comum certo?). E chega-se sempre à conclusão que a minha falha é não saber encontrar as pessoas certas.
Pois bem, encontrei uma pessoa certa cá em Portugal, em todos estes anos. Lá fora, em poucos dias encontrei várias (na Alemanha por exemplo é muito fácil encontrar gente disciplinada). Pela minha experiência chego à conclusão que por questões culturais, cá em Portugal é um país dificil para arranjar co-fundadores para um negócio.
Em termos de financiamento, Portugal é mais outro filme. Durante estes anos todos tentei várias vezes obter apoio financeiro das seguintes formas:
Quadros comunitários: Compete/Portugal 2020, QREN, concursos com prémios... são tudo tachos. Estes concursos, apesar de se publicitarem como apoio à inovação e couves, normalmente são usados para alimentar projectos nacionais ou europeus (dos quais participei em alguns nos meus tempos de estudante e pude confirmar em 1ª pessoa o que estou a dizer). Estes concursos são tachos, basicamente. Quem ganha são normalmente empresas (ou um consórcio de empresas e universidades) que em nome de um projecto fictício e propostas/planeamentos irreais, ganham estes concursos, usando o dinheiro dos mesmos para interesses particulares. No final o resultado dos projectos é uma fachada, as avaliações das comissões cientificas europeias e outras são uma farsa (aprovam tudo, bem ou mal feito), acabando estes projectos por queimar dinheiro dos contribuintes e resultarem em nada de consequente para a sociedade. Por outro lado, nenhuma startup consegue ganhar estes concursos que estão feitos para os amigos e familiares de alguns, também porque para ganhar X euros em financiamento, tem de se entrar com 30% ou mais. Ou seja, eu, startup que preciso de dinheiro, tenho de pagar com dinheiro que não tenho para ter investimento. Irónico... Não digo que o dinheiro deva ser oferecido a qualquer caramelo que tenha uma ideia para uma startup, sem este dar garantias, mas queimar este dinheiro em tachos para cunhas também não é solução...!
Venture Capitalists, Angels, etc...: Já desisti cá em Portugal de procurar financiamento. Normalmente não há visão de negócio (conheço algumas empresas que foram super desvalorizadas cá, mas cujos fundadores não desistiram e foram lá fora procurar o que não encontraram cá, apoio, e tiveram tanto sucesso que já nem dá para contar os milhões de lucro que essa gente move hoje em dia). Por outro lado, cá pensam que com 10,000€ se financia uma startup. E depois fazem propostas ridículas, 10,000€ por 50% da empresa. Esta gente é parva? 10,000€ gastei eu só para desenhar, planear, desenvolver a ideia, criar mockups, validar o mercado, etc do ultimo negócio que lancei. Esta gente é parva, não tenho outras palavras para descrever a maioria dos investidores que temos por cá. Silicon Valley em Portugal? Talvez um dia, mas não hoje.
Poupar, juntar e investir: Portugal é um sitio horrivel para se fazer isto. Poupar? lol? Como? Uma pessoa chega ao fim do mês e quase que sobrevive, quanto mais poupar. O truque aqui é ir para o norte da Europa, trabalhar 6 meses a 1 ano, poupar (porque lá é possivel), e então tirar uns outros 6 meses de "férias" para tentar criar um negócio, trabalhado a full-time e investindo essas poupanças em recursos ou mão de obra auxiliar. Cá em Portugal conheci N pessoas que, por amor ao país pouparam lá fora e vieram tentar criar cá o negócio, e só vos digo isto: as pessoas cá nem a receber um salário (ligeiramente acima da média para a industria das tecnologias) faziam nada de jeito! O zé tuga tem sempre a mentalidade de que podiam estar a ganhar mais noutro sitio, e então nunca se dedicam 100% ao que lhes é pedido, não cumprem prazos, mais uma vez falta de disciplina (a receber salário atenção!!!). Conto com as mãos o nº de pessoas que trabalham com gosto naquilo que faziam e com brio. A maioria das pessoas não gosta do que faz, seja trabalho precário ou trabalho altamente qualificado, os melhores vão lá para fora ganhar 2000€ ou mais, só ficam cá os letargicos fora uma ou outra excepção.
Neste momento encontro-me a criar uma startup a solo, desisti de me envolver com outros co-founders e colaboradores, só me atrasavam. Toco todos os instrumentos desta orquestra sozinho. É de estourar uma pessoa, mas é o que é. Não procuro ninguem para se juntar a mim (pois pelo pior já passei eu sozinho1) e estou a tentar fechar uma proposta de investimento sério fora de Portugal e a formar uma equipa de engenheiros (edit: cá, por agora), porque não é cá que as coisas acontecem. Para chegar até aqui levei muita porrada e precisei de ver muitos negócios cá a falhar e muitos lá fora a resultar (muitos deles iguais) para começar a suspeitar que o problema está no país e não em mim (obviamente que no limite há sempre alguém com capacidade de, nas circunstancias mais merdosas de sempre safar-se muito bem, mas como isso é 1 em um milhão, e eu não tenho super-poderes, decidir deixar de ser um peixe a tentar trepar uma arvore e fui procurar apoio em países que me proporcionavam lagos para eu nadar).
Nisto, apeteceu-me criar este tópico como um desabafo desta revolta que sinto, porque isto magoa-me como Português e desgastou-me bastante, vi muita gente com muito potencial a ser mandado abaixo pelos "detractors" deste país, e meses ou anos mais tarde ver o mesmo potencial a nascer noutros locais (Silicon Valley por exemplo) apenas porque nesses locais se dá o apoio certo às pessoas. Peço desculpa se pareço arrogante, estou apenas ligeiramente super revoltado com a situação. Por isso caros amigos, se tiverem a pensar criar uma startup, façam-no lá fora, cá só vão perder tempo. É triste mas é real, eu sei pelo que passei e outros passaram. Não percam tempo num país que não tem visão de crescimento, vão passar o tempo a engolir sapos em troca de nada, vão perder anos da vossa vida, saude e amigos, para nada.
Portanto resumindo e concluindo, Portugal é um mau país para fundar startups porque é quase impossivel arranjar bons co-founders, bom investimento e criar condições pessoais, financeiras e sociais que facilitem a vida ao empreendedor.
1 Procurar empregador que me aceitasse na condição de empreendedor (colaborador de risco que pode sair da empresa em 6 meses após o inicio de contrato), trabalhar 8h por dia no emprego full-time, chegar a casa e em vez de ir ver o benfica, comer gajas, beber uns copos, ficar a trabalhar até às 2/3 da manhã e no dia seguinte acordar às 7h AM para ir trabalhar outro dia, etc.
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